Como colocar idiomas no currículo?
Se você tem um nível de conhecimento considerável em um idioma estrangeiro, é aconselhável mencionar isso em seu currículo. Neste artigo, explicamos como você pode descrever seu conhecimento de idiomas no currículo e como avaliar o seu nível de fluência, entre outras dicas essenciais para fazer bonito na próxima seleção de emprego.

O mundo nunca esteve tão globalizado e conectado quanto está hoje, o que torna a comunicação em idiomas estrangeiros muito importante. Se você domina um ou mais idiomas estrangeiros, isso pode ser determinante para o seu futuro profissional.
Neste artigo, você aprenderá:
- Como colocar os idiomas no currículo
- Onde adicionar essa informação
- Como classificar seu nível usando o sistema europeu
Por que incluir idiomas no currículo é importante
Saber como colocar idiomas no currículo é uma das formas mais eficazes de valorizar o seu perfil profissional. Afinal, em um mercado de trabalho cada vez mais globalizado, a fluência em uma língua estrangeira pode ser o diferencial que garante uma entrevista ou até uma vaga. Segundo um estudo publicado pelo portal Sul21, 61% dos profissionais brasileiros acreditam que falar mais de um idioma amplia suas oportunidades de trabalho e 59% afirmam que esse conhecimento resulta em melhores salários (1).
Se você deseja saber como colocar inglês no currículo, por exemplo, pense em como você poderá usar esse idioma no seu dia a dia profissional: leitura de relatórios, conversas com clientes estrangeiros, participação em reuniões internacionais etc. Isso lhe dará mais certezas sobre o destaque que você deve dar aos idiomas.
Além de indicar seus idiomas no currículo, você também pode mencioná-los em uma carta de apresentação. Nesse documento, é possível dar informações mais detalhadas sobre como e onde você aprendeu o idioma, o que pode ser importante se o domínio de uma língua estrangeira for decisivo na seleção de um candidato. Se você for escrever uma carta de apresentação, confira nossos exemplos de cartas de apresentação para se inspirar.
Como classificar seu nível usando o sistema europeu
Você pode indicar o nível de proficiência em um idioma utilizando a classificação conhecida como CEFR (Common European Framework of Reference, ou Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas). Como o próprio nome indica, essa classificação surgiu na Europa e é adotada principalmente nos países europeus. No entanto, seu uso se popularizou também em outros países, já que fornece um padrão universal para classificar conhecimentos em idiomas.
Esse sistema pode ser uma alternativa interessante, caso você esteja com dificuldades para avaliar seus níveis de idioma para currículo de forma segura. Caso você pretenda submeter seu currículo para seleções de emprego ou oportunidades de estudo fora do Brasil, o CEFR é ainda mais recomendado.
O CEFR estabelece três níveis de referência para os conhecimentos em um idioma, cada um deles com dois subníveis:
Nível | Descrição |
A1 - Iniciante | O falante é capaz de usar e compreender expressões muito simples do cotidiano, como cumprimentos, apresentações e perguntas simples. Ele consegue interagir de maneira limitada caso o interlocutor fale devagar. |
A2 - Básico | Nesse nível, o falante entende frases e expressões comuns relacionadas a temas do cotidiano, como informações pessoais, trabalho ou compras. É capaz de se comunicar em situações simples e rotineiras. |
B1 - Intermediário | O falante desse nível lida com a maioria das situações cotidianas. Ele consegue criar textos simples sobre assuntos que conhece bem, e descrever experiências, planos ou até sonhos. |
B2 - Independente | O falante demonstra segurança ao se comunicar. Ele é capaz de compreender as ideias principais de textos complexos e de interagir com falantes nativos de maneira natural e fluente. |
C1 - Proficiência operativa eficaz | O falante desse nível é capaz de compreender textos longos e difíceis, bem como reconhecer significados implícitos. Ele consegue se expressar de maneira espontânea, bem estruturada e fluente. |
C2 - Domínio pleno | Esse é o nível mais alto do CEFR e reflete um falante que tem uma compreensão equivalente à de um nativo, tanto na fala quanto na escrita. |
Como descrever seu conhecimento de idiomas no currículo
Suas habilidades em línguas estrangeiras podem ser adicionadas em uma seção específica ou em outra seção, junto com outros elementos. Isso depende do destaque que você quer dar aos idiomas e da quantidade de idiomas que você domina, entre outros fatores.
Em relação à forma de apresentação dessa informação, o mais comum é apontar apenas o idioma em questão e o seu nível de conhecimento em relação a ele. Se você optar por essa versão mais simples, pode adotar os níveis do CEFR descritos acima ou os seguintes níveis:
- Básico/Razoável
- Intermediário/Bom
- Avançado
- Fluente
- Nativo/Bilíngue
Lembre-se de não descrever seu conhecimento de um idioma como "Ruim" ou algo do tipo. Se for esse o seu nível, o melhor é deixar esse idioma de fora. Priorize aqueles nos quais seu conhecimento é realmente relevante do ponto de vista profissional. Afinal, o foco do seu currículo deve ser suas qualidades e habilidades positivas, não as negativas.
Veja um exemplo simples de como descrever o conhecimento de idiomas no currículo:
Inglês - Fluente
Francês - Intermediário
Também é possível detalhar o nível em cada idioma, distinguindo suas competências em fala, compreensão oral, escrita e leitura. Esse tipo de especificação é exigido, por exemplo, em currículos acadêmicos criados na plataforma Lattes.
Se preferir não usar um elemento gráfico, você pode simplesmente indicar os níveis em texto. Por exemplo:
- Inglês: fala (bem), compreende (bem), escreve (bem), lê (fluente)
- Espanhol: fala (básico), compreende (bem), escreve (básico), lê (fluente)
Como falar e escrever em outra língua costuma ser mais difícil do que entender ou ler, esse detalhamento ajuda o empregador a perceber melhor em que situações poderá contar com suas competências no idioma. Se você quiser ver mais exemplos de como colocar idiomas no currículo, confira nossos exemplos de currículo.
Onde colocar idiomas no currículo?
Agora que você já sabe como, é importante saber onde colocar idiomas no currículo. Na verdade, existem diversas maneiras de fazer isso, dependendo do destaque que você queira dar a esse elemento e outros aspectos. Veja em seguida, quais são as suas opções:
Resumo profissional: Por estar no topo do documento, o resumo profissional é a seção que mais se destaca. Se você quer garantir que o recrutador saiba que você domina um idioma, esse é o lugar certo para mencioná-lo. |
Seção de formação acadêmica: Se você tem formação superior em línguas, tradução ou qualquer outro curso voltado para os idiomas, certifique-se de incluí-lo nesta seção. |
Seção de cursos: Na seção de cursos, você pode incluir cursos livres ou certificados que comprovem sua aprendizagem de idiomas. Adicionar cursos aqui mostra que você investe em seu desenvolvimento e tem interesse em aprender continuamente. |
Habilidades: Se quiser apresentar os idiomas de maneira mais compacta, coloque-os junto com outras habilidades. Segundo a pesquisa Tendências de RH e Estatísticas de Contratação do Jobseeker, 63,7% dos recrutadores focam a sua atenção nas principais habilidades do candidato. |
Seção de idiomas: Colocar os idiomas em uma seção própria é a forma mais organizada de indicar seus conhecimentos linguísticos, especialmente se domina mais de uma língua estrangeira. |
Seção de informações adicionais: Essa seção é a última do currículo, portanto tem pouco destaque. Você pode incluir os idiomas que domina aqui, caso essa informação não seja uma prioridade. |
Devo mencionar meu conhecimento de português? E se eu for bilíngue?
Pessoas bilíngues são aquelas que têm nível de falante nativo em mais de um idioma. Normalmente, essa categoria se aplica a pessoas que foram alfabetizadas ou viveram em mais de um país por tempo considerável, principalmente durante a infância. Dessa forma, apresentam a mesma capacidade de se comunicar, inclusive sem (ou quase sem) sotaque em duas línguas diferentes. Se você for um falante bilíngue, isso pode contar muitos pontos a seu favor. Então, não deixe de salientar isso em seu currículo.
Quanto ao seu conhecimento da língua portuguesa, logicamente, espera-se que todo brasileiro seja um falante nativo. Ou seja, a princípio, não é relevante adicionar essa informação no currículo. No entanto, você pode reforçar esse aspecto ao preparar um currículo para uma vaga de trabalho no exterior, por exemplo. Afinal, a associação entre o país e a sua língua materna pode não ficar clara para um recrutador de outro país.
Não exagere seus níveis de idiomas no currículo
Ao mencionar seus conhecimentos de idiomas no currículo, é importante que você seja honesto. Ou seja, não exagere o quanto você realmente domina uma língua estrangeira. Esse é um erro grave, que muitas pessoas cometem de propósito, mas pode ocorrer também por simples falta de discernimento. Portanto, procure sempre fazer uma autoavaliação sincera sobre seus conhecimentos. Se estiver em dúvida sobre suas habilidades, faça testes ou procure uma certificação no idioma.
Em nossos artigos, temos uma peça sobre mentir no currículo, que demonstra bem as consequências negativas da falta de honestidade.
Como colocar idiomas no currículo: pensamentos finais
O domínio de idiomas é uma competência muito valorizada no mercado de trabalho atual e pode ser decisivo em processos seletivos. Neste artigo, vimos que é possível incluir os idiomas em diferentes seções do currículo, como "Idiomas" ou "Habilidades", e que é importante avaliar o nível de domínio de cada idioma, classificando-os de acordo com uma escala.
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Referências
(1) Sul21: Estudo revela a importância de um segundo idioma para o mercado de trabalho
Impressione recrutadores com o seu currículo
Guia passo a passo para fazer um currículo online em poucos minutos.



